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Quarta-feira, Janeiro 20, 2021
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Castanha – um fruto que não está a dar fruto em Santa Marta de Penaguião

texto do nosso leitor Norberto Teixeira — Presidente do Conselho Directivo dos Baldios de Paradela do Monte

A generalidade da população das freguesias do concelho de Santa Marta de Penaguião, sobretudo as de Louredo-Fornelos, Fontes e Medrões, situadas na zona norte , tem estado a ser atingida na sua economia. Nessas freguesias, a produção de castanha das áreas de castanheiro manso enxertado com diversas variedades aí existentes é de notável qualidade, reconhecida claramente pelo sector, e tem vindo, ano após ano, a sofrer uma crise progressiva nos resultados de produção e comercialização nesta que é uma actividade de grande relevância na obtenção do já magro sustento destas gentes que vivem essencialmente da agricultura de subsistência e que é complementar de outros parcos rendimentos.

A situação é de facto alarmante e tem vindo a agudizar-se ano após ano, mas sobretudo desde há uns cinco anos para cá, com a proliferação de infestamento dos castanheiros com a chamada galha do castanheiro, e tem reduzido à insignificância as centenas de toneladas de castanha habitualmente aqui produzidas, cujo retorno económico se traduzia em mais de 450 a 500 mil euros para a economia deste território.

Temos alertado as autoridades locais e temos feito contactos ao nível das instâncias regionais para um reforço efectivo no ataque à referida praga; contudo, apesar de já haver uma consciencialização, mesmo que tardia, deste grave problema, ele persiste com evidência na mancha muito significativa de castanheiro manso nesta área da aba do Marão.

Urge uma maior união de esforços entre as autoridades aos mais diversos níveis de decisão, conjuntamente com a colaboração das populações locais, por demais disponíveis, para que se consigam melhores resultados nesta área que por certo se irão reflectir positivamente na economia local, tendo em consideração não só o aspecto económico da questão, mas também a cambiante social e a reversão da desertificação que avança a olhos vistos nestas já tão pobres terras do interior rural português.

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