16.4 C
Vila Real
Quinta-feira, Abril 22, 2021
Inicio Opinião Andamos às aranhas com o clima, a Greta e a COP25

Andamos às aranhas com o clima, a Greta e a COP25

Aos dezasseis anos, todos temos a certeza de conhecer o mundo e de ter para os males dele a solução perfeita. E ainda bem, que a fazer disparates é que se aprende. Porque os nossos frescos olhos detectam as fissuras, mas a nossa pouca experiência e parcos conhecimentos impedem-nos de ter boas respostas.

Já perceberam que isto vem a propósito do clima e da Greta Thunberg. Ponho imediatamente de lado as opiniões tanto dos que a criticam como dos que a incensam. Greta tem dezasseis anos e comporta-se como tal. Ela sabe que as coisas não estão bem, mas não tem as soluções. De resto, avisadamente, o que ela faz é pedir aos adultos (sim, também os acusa, como todos fazemos aos dezesseis anos) que façam alguma coisa e acabem com o que a aflige, a ela e a uma juventude que veio para a rua no mundo inteiro.

Não há dúvida de que a crise climática é uma realidade. Há quem alerte para isso há muitos anos. No entanto, os poderes instituídos não se deram ao trabalho de consultar nem cientistas, nem economistas, nem outros especialistas. Nem opiniões dissonantes quanto ao que se deve ou não deve fazer. Parece-me, a mim que sou leiga em tudo e apenas falo com base nas minhas leituras, que muitas das soluções apontadas pela e à opinião pública são simulacros de soluções.

Deixar de comer carne? Sejamos realistas. A maioria das pessoas não vai fazê-lo por imposição. Somos há milhares de anos omnívoros e contrariar essa herança genética não é fácil. Vão fazer o quê? Proibir o consumo de carne? Matar todas as vacas, carneiros, galinhas etc.? E que vão fazer a quem tem essa criação como modo de vida? Estúpido, caro e provavelmente dando direito a revoltas populares. Além do mais, todos sabemos, ou não?, que comer decentemente vegetariano ou vegano e comidinhas biológicas (todas as comidas são biológicas e naturais, a menos que sintetizadas em laboratório e estas são poucas) sai, pelo menos por enquanto, muito mais caro e nem sempre é mais saudável. As empresas que se dedicam a esse ramo têm tudo a ganhar. Esse tipo de alimenatção deve ser uma escolha pessoal, não uma obrigação. Além do mais, muitas das opiniões que correm por aí são contraditas por gente que de facto estuda essas questões (os cientistas, topam?)

Deixar de andar de carro? ou de avião? Cá por mim, sou a favor. Não conduzo, os aviões são para as pressas e tenho uma paixão por comboios. Mas que nos dizem os estudos de impacto?

Energias alternativas? Pouco eficazes, caras e causadoras de poluição ambiental. São caras de implementar e caras para o consumidor. Quem ganha com isso? As empresas que constroem e as implantam. A minha conta de electricidade ainda não diminuiu, pelo contrário. Acabar com a energia fóssil em 3 anos? Custa caro, segundo os economistas. Aqui vai uma bombinha: alguém já teve a curiosidade de saber qual o real impacto da energia nuclear de fusão? Pelas últimas notícias é uma energia limpa, renovável praticamente ad eternum e…praticamente grátis. Pois está de momento nas mãos de privados que investem na pesquisa e vão decerto querer os seus dividendos, quando deviam ser os estados a financiar essa investigação.

Enfim, falo aqui de algumas interrogações comuns a muitos. Quem lhes responde? Se há por aí gente com respostas, façam o favor de nos tirarem desta inquietação.

Graça Jacinto

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, introduza a sua mensagem!
Por favor, introduza o seu nome aqui

Últimas Notícias

Martim Pereira, o talento Penaguiota

Martim Pereira, Fontense de gema, tem 12 anos e é tido como a futura promessa do futebol português. Quem o conhece, fala da personalidade discreta e humilde que o caraterizam. Embora discreto, o seu talento a dominar a bola não passa ao lado dos olheiros do futebol, a quem desde cedo começou a despertar a atenção.

Tomada de posse dos órgãos sociais da FCM

Durante o dia de ontem decorreu a cerimónia de tomada de posse da nova direção da Fundação Dr. Carneiro Mesquita (FCM).

Agência CA de Fontes reabre na próxima semana

Durante a fase crítica da pandemia provocada pela COVID-19, esta agência CA manteve-se em permanente contacto com a Junta de Freguesia, no sentido de continuar a disponibilizar os serviços mais urgentes aos clientes fontenses, como o transporte e entrega das pensões aos mais carenciados ou grupos de risco e o permanente funcionamento do Multibanco.

Comércios Fontenses em tempos de pandemia – Móveis Chico e Supermercado

A vila de Fontes, em Santa Marta de Penaguião, é uma das localidades que, até ao momento, não registou qualquer caso de infeção por coronavírus.

Comentários Recentes