Violência no namoro #NãoÉNormal

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No sábado passado foi dia de S. Valentim. Dia dos Namorados. Parece que nem é certo que tenha existido. Chaucer escreveu sobre o dia de S. Valentim como o dia em que pássaros e pessoas escolhem seus pares. Mal sabia ele no que isso iria dar 500 anos mais tarde nos EUA: a loucura dos postais de S. Valentim começou aí por meados do séc. XIX e foi alastrando pelo resto do mundo.

Cuidado, se existiu parece que foi decapitado a 14 de Fevereiro!

Valentim foi, não há certezas, um clérigo da Roma antiga e ministrava aos cristãos perseguidos pelo império romano. Conta a lenda que casava jovens à revelia da lei e que foi preso e condenado à morte, tendo a sentença sido executada a 14 de Fevereiro. E assim se tornou patrono dos namorados e a data da sua morte o dia em que se celebram.

Tendo a festividade já passado, aproveitamos a campanha que o governo lançou ontem — namorar não é ser don@ — para darmos conta do problema grave que é a violência no namoro.

A União das Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), com o apoio da Secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade, realizou um estudo intitulado Violência no Namoro 2020 que nos dá um retrato assustador do que se passa nestes relacionamentos. Assim, diz-nos o estudo, 67% dos jovens inquiridos considera natural alguns dos comportamentos de violência, especialmente os de natureza psicológica que se revelam em atitudes de controlo sobre o comportamento da companheira ou companheiro, por exemplo, como se vestem e com quem falam, o que dizem, serem constantemente incomodados ou procuradados pelos parceiros, insultos, etc.

60% já sofreu pelo menos um acto de violência e 8% dos jovens inquiridos que já tiveram uma relação amorosa foram vítimas de violência sexual e pressionados para beijar.

Cartaz da campanha governamental contra a violência no namoro, relizada em parceria com o Movimento #NãoÉNormal

Parece que há cada vez mais jovens a aceitar este tipo de comportamentos. Quase meio século depois do 25 de Abril! Estes comportamentos são inaceitáveis e todos devem dizer Não! É vital acabar com estas barbaridades e uma grande responsabilidade cabe aos pais e às mães que devem ter comportamentos sãos e ensinar os seus filhos, rapazes e raparigas, a recusar serem quer carrascos, quer vítimas.

A campanha é realizada em parceria com o Movimento #NãoÉNormal e a colaboração do Parlamento dos Jovens e da da Plataforma Contra a Violência no Namoro, coordenada pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.

A Linha de Atendimento da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género é gratuita e funciona 24 horas por dia durante todo o ano. O número telefónico é o do cartaz.

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