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Sexta-feira, Abril 3, 2020
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Mulheres aos biliões

Escrevi este texto para a minha participação pessoal no jantar no Dia Internacional das Mulheres, em Fontes

Este é o jantar do Dia da Mulher e passa-se no Dia Internacional das Mulheres. Sei que na grande maioria dos meios de comunicação, tanto tradicionais como nas redes sociais, lhe chamam dia da mulher.

Mas o seu nome é Dia Internaional das Mulheres e comemora-se desde 1909, tendo sido tornado oficial pela ONU em 1975, não estou certa, mais ano menos ano. Eis a razão do Internacional. A razão do plural Mulheres, em vez do singular mulher, vem do facto de ele ser o dia de todas as mulheres e não de uma espécie de mito da Mulher, que é coisa que não existe. Somos biliões e cada uma de nós é uma mulher diferente. Mulheres, pois. E aqui fica uma pequena enumeração:

Brites de Almeida – padeira (sim, a de Aljubarrota) – sec. XIV

Carolina Beatriz Ângelo – médica e primeira mulher a votar em Portugal em 1911

Antónia Adelaide Ferreira (a Ferreirinha) – mulher de negócios – sec. XIX

Catarina Eufémia – ceifeira alentejana, dirigiu uma revolta de ceifeiras e foi morta pela PIDE – sec. XX

Rosa Mota – está vivinha da silva

Maria de Lurdes Pintassilgo – engenheira e Primeira-Ministra sec. XX

Antónia Rodrigues – única cavaleira condecorada pelo exército durante séculos – sec. XVI

Ana de Castro Osório – percursora da literatura infantil, sufragista e feminista – sec. XX

Matilde Bensaúde – fitopatologista e investigadora – sec. XX

Maria de Lurdes Braga de Sá Teixeira – aviadora e feminista sec. XX

Xica da Silva – escrava negra liberta, gestora de património sec. XVIII

Isabel Rilvas – piloto acrobata e impulsionadora das enfermeiras paraquedistas – sec. XX

Virgínia Quaresma – negra, jornalista, feminista e símbolo das minorias – sec. XIX

Todas estas mulheres lutaram para que nós hoje pudéssemos estar aqui sentadas a jantar tranquilamente, em vez de fechadas em casa. Todas elas, à excepção da querida Rosa Mota, já morreram. Mas há outras que, bem vivas, continuam a lutar para que não percamos e se cumpram os nossos direitos. Sim, podemos perdê-los, por isso é bom que estejamos de atalaia. Por todas elas e pelas que morreram apenas por serem mulheres, e são tantas, peço-vos que façamos um brinde.

A todas as que vieram antes de nós e às nossas filhas e netas e demais futuras gerações para que nunca conheçam a falta de liberdade.

E agora que a festa continue, que também é preciso!

Graça Jacinto

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