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Sexta-feira, Julho 10, 2020
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Quando a estupidez não tem limites

Compreende-se que num primeiro tempo da pandemia, houvesse pessoas que não entendessem as consequências dos comportamentos arreigados no espalhar da doença e tivessem, portanto, a tentação de descartar as instruções das autoridades de saúde ou de, pelo menos, «flexibilizá-las». Não é fácil mudar hábitos e aceitar o impensável.

Mas como compreender a rematada estupidez?

O que se passou nalguns lares e nalgumas localidades pertence a essa categoria e é criminoso. Instituições responsáveis por pessoas idosas organizaram neste domingo de Páscoa um simulacro de compasso pascal e deram a beijar uma cruz aos seus utentes, supostamente desinfectada, depois de cada beijo, sempre com o mesmo paninho que não serviu para mais do que exponenciar o risco de infecção pela covid-19. Chamo-lhe um simulacro porque a cruz é um símbolo de ressurreição e esperança para milhões de cristãos no mundo e esta que ali foi apresentada levou a cada um a potencialidade da morte.

Grave, gravíssimo

Pode-se desculpar a colaboração das trabalhadoras elas próprias beijadoras? Pode-se. Não sabemos se foram coagidas, manipuladas ou se são apenas obedientes cegas da estupidez e da superstição. Mas então e os padres que colaboraram e/ou instigaram esta farsa? Estúpidos, desinformados? Criminosos e arrogantes. A Igreja Católica suspendeu todos estes ritos face aos riscos. Fechou as suas igrejas ao povo, as missas são transmitidas pela tv e pela rádio, os rituais cumpridos à distância por todo o lado. Mas há sempre quem aproveite para «ser mais papista que o Papa». O poder espiritual tanto pode salvar como degradar. A devoção dos que beijaram a cruz pode ser entendida, mas os que oferecem uma cruz envenenada são gente vil, manipuladora da boa-fé dos que nela confiam.

Graça Jacinto

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